Por Imprensa Sindiserviços-DF – Robson Silva 

Mesmo antes do dia 7 de janeiro, quinto dia útil do mês, a direção do Sindiserviços-DF, sindicato que representa os trabalhadores terceirizados no DF, já havia pressionado as empresas Juiz de Fora e Servegel, com cerca de 5.5 mil empregados na limpeza e conservação das escolas públicas no Distrito Federal (DF), e a Empresa G & E Serviços que contrata quase 800 trabalhadores na merenda escolar pública, para pagarem em dia o salário e tíquete alimentação dos seus empregados, conforme determina a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

 

Com 15 dias de atraso, somente a Empresa Juiz de Fora pagou o salário dos seus quase 2.3 mil empregados e se comprometeu em creditar o tíquete alimentação a partir de amanhã, quinta-feira 24.

 

Já as empresas Servegel, com cerca de 2.2 mil empregados também na limpeza das escolas, e a Empresa G & E Serviços prestadora de serviços na merenda escolar pública, ainda não informaram quando vão quitar com os vencimentos dos seus empregados.

 

 

Cabe ressaltar, segundo os diretores do Sindiserviços-DF, que a solução momentânea ocorreu diante às insistentes cobranças do sindicato e o apoio do deputado distrital Chico Vigilante (PT/DF), que intercedeu em favor da categoria e cobrou uma solução imediata para o secretário de Estado da Educação, Rafael Parente e do secretário de Estado do Planejamento, Orçamento e Fazenda, André Clemente.

 

Ambos se comprometeram em resolver o problema, tendo considerado ter encontrado uma grave situação na máquina pública.

 

Pagamentos 

Pelas ultimas informações veiculadas na imprensa, o Governo do Distrito Federal (GDF) informou que já está quitando as parcelas contratuais atrasadas das empresas prestadoras de serviços e aguarda que elas quitem com o pagamento dos seus empregados.

 

Neste jogo de empurra, a secretária Geral do Sindiserviços-DF, Andréa Cristina da Silva, ressalta que muitos pais e mães de família já não têm o que comer em suas casas, alem de estarem pagando suas contas com atraso, o que tem acarretado uma pesada carga de juros, o que não são ressarcidos, disse.

 

 

A dirigente sindical relembra os constantes atrasos salariais que a categoria tem sofrido.

 

Ela também suspeita que o pouco caso em pagar os trabalhadores terceirizados, em especial os da educação, decorre da falta de movimentação nas escolas, misturada com as mudanças na gestão do GDF.

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